O estudo realizado pelo Climate Central, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos, mostra que o Rio de Janeiro terá cerca de 100 quilômetros quadrados de área debaixo d’água até 2050, se as emissões de gases estufa continuarem no ritmo atual. Isso representa cerca de 2% da área total da cidade. As áreas mais afetadas serão as áreas baixas, como a zona portuária, a Barra da Tijuca e a Ilha do Governador.
Santos, no litoral sul do Estado de São Paulo, também será afetada pelo aumento do nível do mar. O estudo estima que cerca de 50 quilômetros quadrados da cidade estarão cobertos por água até 2050. Isso representa cerca de 10% da área total da cidade. As áreas mais afetadas serão as áreas baixas, como o centro da cidade, o bairro do Gonzaga e a Ilha de São Vicente.
O estudo também estima que o aumento do nível do mar terá um impacto importante na população dessas cidades. Cerca de 1 milhão de pessoas no Rio de Janeiro e cerca de 200 mil pessoas em Santos.
Os dados também incluem Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e São Luís como cidades ameaçadas pelas inundações costeiras.
Especialistas explicam que para que o impacto real do aumento do nível do mar não ocorra, como mostra o estudo, uma série de iniciativas, incluindo a redução de emissões de gases estufa e medidas mais eficientes das cidades para se adaptar às mudanças climáticas, devem ser tomadas.
A pesquisa foi publicada em 2022, mas os dados foram divulgados nesta terça-feira, dia 28, e usou dados de satélites, modelos climáticos e dados de altura do terreno para projetar o aumento do nível do mar em várias cidades do Brasil e do mundo.
Ondas de Calor
2023 caminha para o seu encerramento com alguns dados alarmantes em relação às mudanças climáticas e suas consequências.
O Copernicus, programa europeu de Observação da Terra, apresentou alguns dados preocupantes:
A temperatura média global em 2023 foi de 15,38°C, a mais alta já registrada. Isso é 1,43°C acima da média pré-industrial.
O verão no Hemisfério Norte, entre junho e agosto, foi o mais quente já apontado. A temperatura média global foi de 17,2°C, o que é 1,69°C acima da média pré-industrial.
Seguido de cinco recordes mensais, o mês de outubro foi o mais quente na história. A temperatura média global foi de 15,67°C, o que é 1,53°C acima da média pré-industrial.